quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Contações de Histórias


O Raphael, que este ano veio trabalhar conosco na Ed. infantil, adora contar histórias. Durante o mês de fevereiro, ele fará contações em algumas livrarias, aos finais de semana. Confiram a programação abaixo.



Livraria da Vila do Shopping Cid. Jardim

4/2, SÁBADO, das 16h às 17h
Contação de Histórias: O Urso, a Gansa e o Leão
Com Raphael Lima
Apoio: Ed. FTD

Livraria da Vila de Moema
5/2, DOMINGO, das 16h às 17h
Contação de Histórias: O Silêncio de Júlia
Com Raphael Lima
Apoio: Ed. FTD

Livraria da Vila da Fradique Coutinho
12/2, DOMINGO, das 16h às 17h
Contação de Histórias: Três Anjos Mulatos
Com Raphael Lima
Apoio: Ed. FTD

Livraria da Vila da Alameda Lorena
25/2, SÁBADO, das 16h às 17h
Contação de Histórias: Coisas Importantes
Com Raphael Lima
Apoio: Ed. FTD

Livraria da Vila do Shopping Patio Higienópolis
26/2, DOMINGO, das 16h às 17h
Contação de Histórias: Coração não Toma Sol
Com Raphael Lima
Apoio: Ed. FTD

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES

Tema:'Como vencer a pobreza e a desigualdade'
Por Clarice Zeitel Vianna Silva
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ

'PÁTRIA MADRASTA VIL'

Onde já se viu tanto excesso de falta?
Abundância de inexistência...
Exagero de escassez...
Contraditórios?
Então aí está!
O novo nome do nosso país!
Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a
abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de
responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e
friamente sistematizada - de contradições.
Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil', mas eu digo
que não é gentil e, muito menos, mãe.
Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil, está mais para madrasta vil.
A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira.'
Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado
uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse
que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a
minha mãe não iria querer me enganar, iludir.
Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do
problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe
que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada
pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela
minha voz-nada-ativa.
A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar
liberdade e esta, por fim, igualdade.
Uma segue a outra...
Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias,
que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não
sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição.
Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar.
E a educação libertadora entra aí.
O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito.
Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da
igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo
burocrático do Estado não modificam a estrutura.
As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide
social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo
para aliviar nossa culpa)...
Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de
dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos,
possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra?
De que serve uma mãe que não afaga?
E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado,
justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem
egoísmo.
Cada um por todos.
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas.
Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil?
Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil?
Ser tratado como cidadão ou excluído?
Como gente... Ou como bicho?

Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel Vianna Silva, 26, estudante
que termina Faculdade de Direito da UFRJ em julho, concorreu com
outros 50 mil estudantes universitários. Ela acaba de voltar de
Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a
Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre 'Como
vencer a pobreza e a desigualdade.' A redação de Clarice intitulada
'Pátria Madrasta Vil', foi incluída num livro, com outros cem textos
selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da
Biblioteca Virtual da UNESCO.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Primeiros dias!

Nossos primeiros dias de aula estão bem gostosos!


Publicamos algumas fotos no álbum do Facebook.

Clique aqui, para ver.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Volta às aulas 2012

Iniciar um novo semestre de aulas é um acontecimento singular: uma mistura de festa, expectativa, ansiedade e novas descobertas... É o momento do reencontro de colegas e da criação de novas amizades.

Reafirmamos a nossa alegria em contar mais um ano com as famílias que nos acompanham e, aos que estão chegando, desejamos boas-vindas!

A volta às aulas na Teia acontecerá nesta quarta (01/02) e todos estão convidados a refletir, criar e construir formas de tornar esse ano letivo prazeroso e significativo na vida de nossas crianças.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

As Artes Plásticas e a Produção do "Viveiro de Pássaros"

Durante o segundo semestre de 2011, nossas aulas de Artes Plásticas foram focadas na produção do figurino e cenário da peça "Viveiro de Pássaros".

O resultado foi excelente e, então, resolvemos registrar aqui este belo trabalho do Prof. Guilherme em conjunto com as crianças da Teia.

Publicamos abaixo alguns textos do Guilherme, o registro geral das aulas, além de fotos desse processo com cada turma.


"Que a arte é um modo de pensar a vida e o mundo por caminhos próprios fica muito claro em momentos decisivos de sua história. O cubismo de Picasso, um deles; o dadaísmo, outro; Duchamp, um terceiro, bem evidente. Em outros momentos, em virtude da repetição, da familiaridade estabelecida com certas obras que não abandonam nosso imaginário (Mona Lisa, Impressão ao sol nascente), esse pensamento não parece hoje mais tão evidente – e, no entanto, estava lá, em ação. (…)

Houve um tempo em que as pessoas inteligentes usavam a arte para pensar, parafraseando Philip Roth a respeito da literatura. As pessoas inteligentes hoje usam a arte como modo de pensar? Em todo caso, a arte pensa. Mas, quando e qual arte pensa, hoje? Não basta dizer que o modo de pensar próprio à arte, o icônico, é um dos processos de relacionamento da mente com o mundo e que, portanto, é automaticamente um modo de pensar. A arte hoje realmente pensa? Paulo Francis dizia que o cinema não pensava – ou não pensava mais. Provocação, como freqüente nele. Também para Francis, pelo menos algum cinema pensava, embora certamente não a maioria. Não deixou de dizer, em outras palavras, também, que a arte contemporânea ou certa arte contemporânea não pensava. Quando a arte pensa, hoje?"

(COELHO, Teixeira: Por que arte: entre a regra e a exceção)

“A Arte tem de insistir em ser modo de pensar”. É partindo dessa provocação levantada por Teixeira Coelho que a área de conhecimento em Artes tem como principal objetivo instigar a criança a pensar o mundo através dos elementos que permeiam o universo artístico, tanto na sua produção quanto na sua fruição. É sobre esse eixo central que se sustentam os processos a serem desenvolvidos durante o ano, que serão apresentados e introduzidos: técnicas, instrumentos, estilos, artistas, obras e diferentes maneiras de produção artística".
(Guilherme Marinheiro)



Turma 1

Em continuação às investigações de materiais, texturas e formas, experimentamos alguns materiais dando foco na escultura, que culminou na criação dos bichos das florestas, componentes do espetáculo "Viveiro de Pássaros". Pensei que esses bichos deveriam ser todos pequenos e brancos, no mesmo tom de branco das árvores, se mesclando e misturando a elas, formando uma paisagem única. A ideia é que esses bichos se revelassem de forma sutil, através do olhar curioso e próximo, possível principalmente com a entrada do público (instalação inicial). Para tanto, trabalhamos os bichos da floresta, quais são, as peculiaridades de habitat, alimentação, tamanho, reprodução, locomoção. Pretendeu-se, com isso, instigá-los a experimentar, através da escultura, uma representação concreta de como percebem os habitantes da floresta.







Turma 2

Dando prosseguimento ao foco de estudo sobre as diferentes formas de narrativa, trabalhamos no segundo semestre com as fábulas da cidade e as fábulas da floresta. Foram exploradas fábulas clássicas e também as menos conhecidas, como as do realismo fantástico de Ítalo Calvino, por exemplo. Com isso objetivou-se criar um repertório (ou apenas refrescar na memória) para que eles mesmos sejam estimulados a fabular, a inventar suas próprias histórias. Utilizamos diversas dinâmicas, explorando a representação e significação visual, que culminou no trabalho cenográfico referente às árvores e banco do espetáculo "Viveiro de Pássaros". Pretendeu-se explorar os dois signos colocando em contato os universos: fábulas da floresta (árvores) X fábulas da cidade (banco). Para o espetáculo, foi programado ainda com essa turma, a confecção de alguns acessórios das personagens do espetáculo capazes de potencializar as discussões sobre esses dois universos.







Turma 3

As cores continuaram sendo o foco de estudo também no segundo semestre. As técnicas e discussões levantadas anteriormente sobre as características e propriedades das cores puderam agora ser exploradas na prática através da confecção dos principais acessórios das personagens do espetáculo "Viveiro de Pássaros". Tentamos entender durante os experimentos a importância das cores para a significação das diferentes formas de expressão de cada integrante da história. Para essa turma ficou programada ainda a experimentação da intervenção final do espetáculo, em que as cores invadem a cenografia significando a liberdade e a vida conquistada e retomada pelos pássaros. Sabendo que os interventores seriam de outras turmas, principalmente do T6, os alunos do T3 fizeram apenas as experimentações prévias, para escolha da melhor forma de aplicação de cor ao cenário, por coincidir com o foco de estudo deles.



Turma 4

Continuamos no segundo semestre com os estudos referentes ao bidimensional e ao tridimensional. Iniciamos com a apresentação e discussão dos diferentes espaços cênicos: caixa preta (palco italiano), arena, semi-arena e espaços alternativos. Foi proposto então a criação da planta-baixa do cenário "Viveiro de Pássaros", que foi utilizado posteriormente pelo T5 (confecção de maquete). A turma seguiu então para a segunda etapa: a confecção de todas as asas das personagens do espetáculo. Com isso objetivou-se explorar na prática a escultura e a pintura, a modelagem e o desenho, o volume e o plano, dando concretude a esse importante signo do espetáculo - a asa - como condição de liberdade e metáfora da forma de viver de homens e animais.



Turmas 5 e 6

A partir da planta baixa desenhada pelo T4 a turma confeccionou uma maquete da proposta de cenário do espetáculo "Viveiro de Pássaros". A maquete serviu de base para a continuação dos estudos sobre luz e sombra. Nela foram experimentadas possibilidades de iluminação para posterior desenho de luz final do espetáculo. Para o T5 a proposta era a confecção das gaiolas e os experimentos da sombra que as mesmas formam no chão, criando espaços de encenação e deslocando, através desse signo, o olhar do espectador por entre suas conexões: gaiolas X sombras X pássaros X humanos. Para o T6 a proposta era o desenho do mapa de iluminação, percebendo a luz essencialmente como criadora de tempos e espaços, além da operação da mesma durante as apresentações. Para ambas as turmas, T5 e T6, fizemos um trabalho com as texturas da natureza que culminou na gravação da vídeo-instalação do espetáculo. Para tanto marcamos uma ida ao Parque da Água Branca para captação de sons e imagens da natureza que compuzeram a ambientação cênica (projeção no cenário).





Figurinos
(produzidos em conjunto com os alunos):

Maritaca





Urutau



Exploradores (Cientistas)



Caçadores




Animais da Floresta (Jacaré)


Cardeal




João de Barro



Rendeira



Canário


Martin Pescador


Pinduca



Manduca




Gato Guloso



Pica Pau


Em breve, vamos divulgar também um pouco do lindo processo que aconteceu nas aulas de Música, aguardem!




terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Novas fotos da Teia

A querida Irene Nagashima, mãe do nosso aluno Max, nos presenteou com um álbum lindíssimo, que está disponível na nossa página no facebook.
Para ver todas as fotos, clique aqui:

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Festa de Inauguração da Casa Nova

Pessoal,

Criamos um novo álbum na nossa página do Facebook, com fotos da inauguração da casa nova.
Vejam que festa linda nós tivemos, clicando aqui.